A Região

A área geográfica correspondente à Indicação de Proveniência Regulamentada "Lafões" situa-se ao longo do Vale do Vouga, abrangendo os concelhos de Oliveira de Frades, São Pedro do Sul e Vouzela.

Na Região de Lafões, come-se divinamente. A Vitela Assada é o prato mais famoso, dada a qualidade da carne e a mestria dos temperos. Mas o Cabrito à Lafões, os Rojões à moda de S. Pedro, o Bacalhau com Broa e a Sopa de feijão com couve à Lafonense são pratos muito apreciados.

Os enchidos recomendam-se e ... quanto a doces, a variedade é tanta que o difícil é mesmo escolher. Mesmo assim, vale a pena provar o delicioso Pão de Ló de Sul, o Folar da zona, os Caladinhos e os Vouguinhas.

Sem quebra da sua unidade geográfica, Lafões é uma região diversificada, a lembrar umas vezes o Douro, com culturas em socalco, outras vezes o verdejante Minho, não faltando até, nalguns lugares, a "vinha de enforcado". O seu finíssimo vinho verde pede meças ao do Minho, sobretudo se a acompanhar a afamada vitela de Lafões ou o cabrito da Gralheira.

Em algumas povoações caramulanas e do Maciço da Gralheira - Covas do Monte, Pena, Fujaco e outras - restam ainda, nas casas rurais, certos traços de primitivismo, que vão resistindo ao progresso. Paredes de granito, sem reboco exterior, coberturas de xisto, fumo a sair pelas telhas. As populações vivem ainda no seu mundo fechado, num tempo que já não é deste tempo. Povoações reduzidas a escasso número de famílias, porque aqueles que quiseram dar um salto no tempo partiram à procura dos marcos e dos francos, que, a pouco e pouco, lá vão introduzindo mudanças, às vezes aberrantes, na fisionomia das aldeias lafonenses.

Mas não há progresso que empobreça as belezas naturais de Lafões! E, se Lafões possui uma unidade geográfica, uma notável unidade histórica lhe corresponde. Quem percorrer a região sentirá, por toda a parte, os apelos da História.

Remontam a recuadas épocas pré-históricas os primeiros sinais de povoamento. Por toda a Região de Lafões, restam vestígios de populações neolíticas, que, sobretudo em pontos elevados de terras graníticas, construíam as suas habitações, inumavam os seus mortos em dólmens e mamoas e, nas pedras das encostas dos montes, gravavam sinais, provavelmente relacionados com os monumentos funerários.