Termas de S. Pedro Do Sul

Situa-se na freguesia de Várzea, entre a cidade de S. Pedro Do Sul e a vila de Vouzela distando de ambos 2e3 Km, respetivamente e da cidade de Viseu cerca de 25Km.
O acesso a esta belíssima estância termal faz-se de forma relativamente fácil. Assim pondera-se optar por uma das seguintes vias: a EN16, EN227, EN228 e a A25, consideradas, na sua totalidade boas.

2:30 Horas de Lisboa (305 Kms via A8/A17/A25);
2:30 Horas de Lisboa (290 Kms via A1/A25);
60 Minutos do Porto (120 Kms via A1/A25);

A simpatia das gentes, o encanto paisagístico, a qualidade hoteleira, a boa gastronomia e a fama das sua águas termais fazem um local obrigatório de romagem turística e/ou curativa.

História

Uma das razões para decidir vir a banhos às Termas de S. Pedro do Sul tem as suas raízes na História. Perdem-se no tempo, os primeiros vestígios da utilização das suas águas termais com fins curativos e de bem-estar. Remetem-nos mesmo para a Pré-história da humanidade.

Mas se esses já não são facilmente visíveis, o mesmo não acontece com o uso que os romanos fizeram destas águas, seguindo-se-lhes muitos dos nossos maiores reis como D. Afonso Henriques e D. Manuel I. É pois, uma sabedoria feita de vários milénios, de múltiplas experiências e de permanentes resultados positivos a sustentar ao longo da história essa mesma utilização.

De facto, têm já mais de dois mil anos, os mais antigos testemunhos castrejos da utilização das águas termais, no local onde hoje se localizam as Termas de S. Pedro do Sul. Mas são dos romanos, que difundiram por todo o mundo ocidental a magia das águas termais que, antes, os gregos tinham descoberto, os mais importantes e antigos vestígios patrimoniais: ainda hoje se podem ver várias componentes em pedra (há vários anos à espera de recuperação por parte do IPPAR) do que foi o Balneum Romano construído nos primeiros anos do século I da era cristã. Mais tarde, já no século XII, as então denominadas Caldas Lafonenses voltam a ser objecto de interesse e notícia. Em 1152, D. Afonso Henriques reconhecendo a crescente importância da vila onde brotavam tão especiais águas, concedia o 1 Foral à Vila do Banho, outorgando-lhe assim a importância de concelho. E é o próprio primeiro Rei de Portugal, em 1169, após fractura da perna sofrida na batalha de Badajoz, que vai recuperar fisicamente para as Caldas Lafonenses na Vila do Banho, hoje Termas de S. Pedro do Sul; onde constrói uma pequena Capela a S. Martinho, ainda hoje aberta ao público.

já no século XX com a República, em 1910, que estas se passam a denominar Termas de S. Pedro do Sul. E é ainda no final do século, em 1987 que é inaugurado um, novo balneário, o Centro Termal, iniciando-se na mesma altura, a modernização do Balneário existente e então já denominado Rainha D. Amélia.

Já nos primeiros anos do século XVI, é o rei D. Manuel I que decide desenvolver as Caldas Lafonenses, construindo no local o Hospital Real das Caldas de Lafões e concedendo, em 1515, novo Foral à Vila do banho, aumentando as suas competências e importância.Volta a ser já nos séculos XIX e XX, que as Termas de S. Pedro do Sul conhecem um novo impulso e modernização. Em 1884, a Câmara Municipal de S. Pedro do Sul decide construir um moderno Balneário que substituirá o tricentenário Hospital Real das Caldas de Lafões. E passados dez anos, em 1894, a Rainha D. Amélia vai mesmo a banhos pela primeira vez no novo Balneário, tratando de alguns problemas físicos que a apoquentavam... E com tais resultados que, um ano depois, é aprovado um Decreto Real determinando que as Caldas de Lafões se passem a denominar Caldas da Rainha D. Amélia.


CARACTERÍSTICAS DAS ÁGUAS

Água fracamente mineralizada.
Doce, com reacção muito alcalina, bicarbonatada, carbonatada, fluoretada, sulfidratada sódica e fortemente silicatada.
Mineralização total: 303,4
Sulfuração total: 22,8
Alcalinidade total: 23
Dureza: 0,8
Exploração em nascente artesiana "nascente termal" com uma caudal de 10 litros por segundo (l/s), que emerge à superfície à temperatura de 68,7 ºC, com pH de 8,89 a 18ºC.